O Piece Book ou livros pretos reais que os grafiteiros usam para aperfeiçoar e compartilhar seu trabalho. Antes de atingir a parede, o graffiti é frequentemente planejado em um livro preto – um caderno de desenho de um artista comum às vezes chamado de “peça a peça” – “peça” sendo curta para “obra-prima”. Bem usado e com orelhas esses livros são usados para desenvolver ideias de graffiti.
As tags acima podem ser vistas na revista Fiz Graffiti nº01 em especial na foto do escadão da Muniz de Souza no Cambuci – São Paulo.
Vamos lá para chegar aos meus projetos mais atuais se faz necessário apresentar os momentos que me direcionaram a imergir no graffiti até a tecnologia.
Quando criança minha mãe identificou a minha habilidade em desenhos na escola e me inseriu no ano de 1995 aos estudos em desenho artístico na Escola Poliarte na Avenida Dom Pedro em São Paulo.
Em 1996 aos meus 16 anos de idade começou a trabalhar como ajudante de mecânico de automóveis na oficina de meu tio Carioca localizado na rua José Bento, no bairro do Cambuci entre a ruas Clímaco Barbosa, como me interessava em desenhos não deixei de apreciar graffitis na região, sendo ajudante era incumbido de buscar peças nas lojas de peças automotivas da região, por coincidência a loja de peças ficava na Rua Estéfano em frente de nada mais a casa onde Os Gêmeos moravam na época.
Não foi difícil de identificar era apenas seguir os rastros das artes deixadas por eles nas regiões. Mas a imersão começou após eu dar continuidade de meus estudos do colegial no Colégio Oscar Thompson na Avenida Lins de Vasconcelos onde estudei na mesma classe com o PINTA um grafiteiro do bairro no qual me tornou um grande amigo.
No dia a dia das aulas presenciava o meu amigo PINTA a rascunhar seus graffitis em seu Piece Book na sala de aula onde foi o começo do entendimento do composto do graffiti e a ligação do graffiti com o movimento Hip Hop o meu amigo além de grafiteiro e Bboy do Grupo Style Crew de Break Dance, no qual me convidou a participar dos treinos de Break na Concha Acústica do Parque da Aclimação no qual conheci o Mateus o SELO entre outros caras humildes e muito legais, chegando até aprender a mandar o moinho de vento um dos movimentos dos break.
Sabe-se que o estilo dos Gêmeos tem imergido em suas produções o Hip Hop o graffitis deles é Hip Hop, sendo amigo do PINTA um dia fui convidado a treinar break na frente da casa dos Gêmeos com o pessoal do Style Crew.
Na época os Gêmeos sacavam seu play Double Deck Cinza de fita K7 e estendia a lona quadriculada na calçada se sua casa e lá passava o dia escutando hip-hop antigo e passava o dia por lá criando um conhecimento com eles, até então pintava não pintava os meus graffitis.
A iniciativa começou em um domingo quando conheci o VITCHÉ onde ele reuniu os jovens da Rua José Bento e ensinou a meditar e visualizar seu mundo interior direcionando a transpor esta visualização no papel, dê em diante comecei a montar o meu Piece Book, antes disso apenas as tags no bairro eu bombardeava, pois andava de skate em toda a região e deixava a minha marca.